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Em 1955, o SPORT procurava
reforçar a sua equipe com jogadores de São Paulo.
Solicitou ao Santos o jogador Olavo, o qual estava em
grande no momento. O Presidente Modesto Roma negou o
empréstimo de Olavo e oferecou o "garoto Pelé, de
muito futuro". O SPORT após algumas negociações
recusou o jogador. Os telegramas históricos que marcaram
os entendimentos integravam o arquivo do Clube, mas
passaram de mãos em mãos, após a consagração de
Pelé, e desapareceram. Na foto uma das muitas visitas do
craque às instalações da Ilha do Retiro.
| A viagem de um time
inesquecível |
Os anos 40 foram
de grandes realizações. A mudança para Ilha do Retiro
estava consolidade, o time sagrou-se tricampeão, o
segundo tri da história rubro-negra (1941-42-43), e
projetou-se no cenário nacional, graças à corajosa
decisão do presidente Luis Oiticia e à excepcional
qualidade do seu elenco. O Sport, que jamais se afastara
para tão longe, exceto nos primeiros anos quando foi ao
Pará, muito mais para aprender, acertou uma série de
jogos amistosos no Centro-Sul. A questão financeira foi
decisiva na tomada da decisão.
UM GRANDE TIME - O Compeonato acabaria em novembroe só
em março os Clubes retomariam suas atividades. Como
pagar os salários durante tão londo intervalo era a
questão. Alguns dispensavam seus jogadores e outros
buscavam excursionar. O Sport tinha um time fortíssimo.
Nove dos seus titulares estavam no Rio, com a seleção
Pernambucana, disputando o Campeonato Brasileiro. O time
fora compeào invicto e selara a título com a goleada de
8x1 sobre o Náutico. Com os jogadores principais já no
Rio, o clube se livrava de muitas passagens, a viagem
ficava mais em conta. E assim, reforçado por Pedrinho,
Peigas e Castanheira, emprestados pelo América, o
zagueiro Salvador, cedido pelo Náutico, o Sport embarcou
sua delegação presidido mais uma vez por Hibernon
Wanderley e sob a direção técnica do uruguaio Ricardo
Diez. A delegação seguio no dia 5 de dezembro a bordo
do navio Cantária.
GRANDES EXIBIÇÕES - Apesar da derrota na estréia
frente ao Flamengo, um 3x1 que mais tarde seria vingado,
com os cariocas estreando Perácio, o timo agradou.
Seguiu para Belo Horizonte, onde enfrentou o América e
ganhou de goleada, 5x1. No segundo jogo, empatou sem gols
com o Cruzeiro e finalmente, diante do Atlético, que há
22 anos não poerdia em seu campo, o leão fez um
exibição fantástica e ganhou de 4x2. Depois, de
ônibus, a delegação seguiu para São Paulo, onde jogou
duas vezes, já sem Pedrinho e Castanheira, desligados
por indisciplina. Perdeu os dois jogos; embora jogando
ótimo futebol: por 4x3 dos Santos e 6x5 do Juventus. Em
Porto Alegre, outras exibições de grande categoria:
vitória na estréia frente ao Força e Luz, por 3x2.
Três dias depois, a 2 de fevereiro, bateu forte no
Grêmio por 3x0. E finalmente, diante do Internacional,
no dia 4, um empate de 2x2.
De volta ao Rio, agora já com grande cartaz e a imprensa
dedicando amplo espaço aos jogos acertados, o Sport fez
talvez sua maior exibição, diante do Vasco, uma jornada
incrível. Depois de tomar 3x0, Ademir fez três e
Piromba marcou o gol que daria a vitória ao leão da
Ilha do Retiro, 4x3. Os jornais publicaram os maiores
elogios e assim promoveram a revanche contra o Flamengo,
encerrando a temporada. Vingança do Sport que devolveu
os 3x1 da estréia, com dois gols de Pirombá e um do
argentino Baresi, que entrara no lugar de Ademir, já
contratado pelo Vasco, que não deixou fazer as
despedidas pelo seu clude de origem.
Muitos
jogadores ficaram pelo Sul, e também o treinador Ricardo
Diez. Além de Ademir "Queixada" (foto), mais tarde
consagrado como um dos maiores goleadores do futebol
brasileiro em todos os tempos, ficaram Ciscador, Magri,
Pirombá e Djalma. Manuelzinho e Zago preferiram voltar.
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