Sport Club do Recife - Não oficial

Bi-Campeão Pernambucano 1996-97

 



1997
Sport é bi no embalo do forró

por HENRIQUE QUEIROZ, BATISTA CARDOSO e RICARDO PERRIER
Jornal do Comércio - 16/06/97
ChargeCARUARU - O Sport fez um jogo inteligente para conquistar o bicampeonato pernambucano, o seu 30º título estadual, ao vencer o bom time do Porto por 2x0, ontem, no acanhado Estádio Antônio Inácio de Souza, em Caruaru, que recebeu um público de apenas 3.415 pagantes - recorde - para uma renda de R$ 23.760,00. A vitória foi alcançada ainda no primeiro tempo com Leonardo abrindo o placar aos 26 minutos cobrando pênalti e Didi aumentando aos 39. Festa rubro-negra na Capital do Forró, que já vive intensamente o clima junino.
O time rubro-negro chega ao título ganhando os dois turnos, numa demonstração da sua superioridade em toda a competição. Mas foi o Porto que começou a partida imprimindo um futebol ofensivo e logo aos quatro minutos, numa falha do zagueiro Márcio, o atacante Jaílson entrou livre na área e chutou por cima do travessão de Albérico.

O Sport, de forma eficiente, procurou diminuir os espaços e só saiu nos contra-ataques, criando sempre lances de perigo. Aos dez minutos, numa confusão na área do Porto, a bola terminou sendo cruzada por Luís Müller para Márcio cabecear, obrigando o goleiro Marcelo a fazer uma defesa difícil. Quatro minutos depois, o volante Jackson acertou um chute de fora da área por cima do travessão.


OS GOLS - E com toques rápidos, o Sport chegou ao seu primeiro gol aos 26 minutos. Luís Müller, em jogada individual dentro da área, deu um drible no lateral Cadim, que fraturou o nariz do atacante rubro-negro - substituído logo por Didi -, e o árbitro Wílson Souza marcou acertadamente o pênalti. Leonardo cobrou no canto direito fazendo explodir a torcida rubro-negra.

O Sport cresceu em campo, enquanto o Porto se perdeu. Assim, aos 39 minutos, Leonardo arrancou pela direita e cruzou rasteiro para Didi entrar de carrinho e fazer 2x0, iniciando o carnaval da torcida.

ALBÉRICO FIRME - No segundo tempo, o Sport segurou o jogo esperando a volúpia ofensiva do Porto, que chegou a criar algumas chances, mas encontrou Albérico firme, quando defendeu um belo arremate de Luisinho. Os rubro-negros ainda tiveram uma oportunidade, mas também Marcelo estava seguro e evitou o terceiro gol num chute de Wallace, que havia entrado no lugar de Valdomiro.

Com a aproximação do encerramento da partida, a torcida começou a fazer o coro de olé, olé... No final, os rubro-negros invadiram o campo, quebraram os alambrados, carregaram os jogadores e o técnico Hélio dos Anjos nos braços aos gritos de bicampeão, bicampeão.


Sport vence o Porto no forró do bi

Ricardo Dantas Barreto e Carlos Lopes
Diário de Pernambuco - 16/06/97
CARUARU - Festa rubro-negra na Terra do Forró. O Sport venceu o Porto, no Estádio Antônio Inácio de Souza, em Caruaru, pelo placar de 2x0, conquistou a decisão da segunda fase do segundo turno do Campeonato Pernambucano e, conseqüentemente, o bicampeonato estadual. A vitória foi definida ainda na etapa inicial, com gols de Leonardo - de pênailti - e Didi. Além do título, o Sport encerrou a campanha com o atilheiro da competição (Leonardo, que marcou 14 tentos), ataque mais positivo e defesa menos vazada. Os detalhes negativos desta decisão foram a presença de apenas 3.415 torcedores - recorde do estádio - e o atraso em 25 minutos para o início do jogo porque o árbitro Wilson Souza exigiu a troca das redes e a diretoria do Porto só o fez em cima da hora.

Precisando ganhar para disputar o turno, o Porto começou pressionando os leoninos e, aos quatro minutos quase que Jailson abriu o marcador, numa tremenda falha da zaga. O atacante ficou de cara com o goleiro Albérico, mas desperdiçou a chance mandando por cima. Apesar de errar passes, aos poucos o time do Sport foi se acertando em campo e percebeu que o caminho era pela direita, já que o lateral-esquerdo caruaruense Arlindo não conseguia marcar Leonardo e Marcinho. Foi justamente por aquele setor que, aos nove minutos, o artilheiro do campeonato puxou o primeiro contra-ataque e lançou dentro da área. Antes de Luís Müller chegar, o zagueiro Freitas afastou o perigo. Aos 14, foi Jackson quem aproveitou um rebote e assustou o goleiro Marcelo.

À medida que o tempo passava, o Sport crescia em campo e passou a dar mais trabalho ao arqueiro do Porto. Marcinho bateu cruzado e Marcelo defendeu. Porém, aos 23 minutos, surgiu a oportunidade dos rubro-negros. Luís Müller recebeu dentro da área e foi derrubado pelo lateral Cadim. Leonardo se apresentou para a cobrança e acertou o canto direito para fazer 1x0. Müller foi atendido fora do gramado, mas foi constatada fratura no nariz e ele teve de ser substituído por Didi. O Porto tentou responder, aos 32, na cobrança de falta de Araújo, mas Albérico espalmou para escanteio.

Os rubro-negros continuaram em cima, buscando a tranqüilidade no marcador, pois sabiam que no segundo tempo os adversários voltariam com tudo. Dário perdeu uma chance, aos 37, mas Didi não. Um minuto depois, Leonardo cruzou e o atacante ganhou da zaga, colocando a bola no fundo das redes. O segundo gol do Sport foi como uma ducha fria nas pretensões do Porto de empatar antes do intervalo.

Como já era esperado, o Porto retornou ao gramado disposto a recuperar o prejuízo, enquanto o Sport passou a administrar o resultado. Freitas escorou o cruzamento de cabeça e Albérico fez a defesa, aos sete minutos. Logo em seguida foi Cadim quem pegou o rebote de fora da área e colocou por fora. Aos 20, Alércio teve duas oportunidades e o goleiro leonino apenas acompanhou a saída da bola. Sem conseguir mostrar o mesmo futebol de outras partidas, Valdomiro foi substituído por Wallace. Faltando dez minutos para o apito final, a torcida do Sport já gritava bicampeão, nas arquibancadas, enquanto o técnico Hélio dos Anjos avisava que o jogo estava acabando. Wilson Souza apitou para o centro do campo e aí só se viu festa rubro-negra. A torcida invadiu o gramado e acompanhou cada passo dos campeões na volta olímpica.

Não foi um carnaval igual aos que os rubro-negros estão acostumados a fazer na Ilha do Retiro. Nem espaço havia para os leoninos liberarem tanta alegria, mesmo assim, aproveitaram o clima de festa na Capital do Forró e fizeram tudo o que tinham direito. Afinal, um bicampeonato, além de frevo merece coco, xote, baião...


Ficha da Partida

Porto 0
Marcelo; Cadin, Sandro, Freitas e Arlindo; Josué, Alemão, Alércio e Araújo; Jaílson e Laélson (Luisinho).
Técnico: Levi Gomes.
SPORT 2
Albérico; Marcinho, Márcio, Érlon e Dedé; Dário, Rogério, Jackson (Glauber) e Valdomiro (Wallace); Leonardo e Luís Müller (Didi).
Técnico: Hélio dos Anjos.
Local: Estádio Antônio Inácio de Souza, em Caruaru.
Árbitro: Wílson Souza. Assistentes: Erich Bandeira e Luciano Cruz.
Renda: R$ 23.760,00. Público: 3.415 pagantes.
Gols: Leonardo, aos 26, e Didi, aos 39, do 1º tempo.
Amarelos: Cadin, Freitas, Alemão, Dário, Marcinho e Rogério.


O Time Campeão





1996
Cazá, cazá, Pernambuco é rubro-negro

Marcio Markman, Beto Lago, Everaldo Xavier, Ricardo Dantas Barreto e Márcio Cruz
Diário de Pernambuco - 05/08/96
Pernambuco é rubro-negro. O Sport Club do Recife levantou, seu 29º título estadual, ao empatar com o Santa Cruz, na Ilha do Retiro, num dos clássico mais empolgantes deste longo campeonato. Uma conquista merecida da equipe leonina, por ter feito a melhor campanha durante todo o certame. Maior número de pontos ganhos (53), quem menos perdeu (duas derrotas), defesa menos vazada (15) e um dos artilheiros da competição (Marcelo marcou 17 gols, dois a menos que Robson, do Náutico).

O Sport começou o Pernambucano com Givanildo Oliveira no comando técnico. Ainda no final do primeiro turno, a direção trouxe Hélio dos Anjos, que mudou a cara da equipe. Assim, veio a conquista dos segundo e terceiro turnos, e levando a vantagem dos empates para a decisão. Na primeira partida, um empate suado no Arruda. Ontem, após o 1 x 1 no tempo normal, os jogadores rubro-negros administraram o resultado favorável na prorrogação e, no apito final de Marcelino Tavares, fizeram a festa com os torcedores, levantando a taça Edvaldo Izidio Neto, uma homenagem da Federação Pernambucano de Futebol ao ex-jogador Vavá, bicampeão mundial em 58 e 62.

Um título que fazia muito tempo a torcida não comemorava com tanta alegria. Mesmo sem ter vencido o Santa Cruz, o Sport conseguiu quebrar um tabu que durava desde 1962, quando o time leonino celebrou uma conquista na Ilha do Retiro, contra o tricolor.


Sport usa vantagem, segura o
empate e festeja o 29º título

A nação rubro-negra está em festa. Jogando com o regulamento, o Sport sagrou-se o campeão pernambucano de futebol de 96. A equipe dirigida, desde o segundo turno, por Hélio dos Anjos, empatou em 1 x 1 com o Santa Cruz, na Ilha do Retiro, e conseguiu segurar o resultado na prorrogação, despachando seu principal rival. É o 29º título estadual do Leão da Ilha.

O Sport jogava na vantagem de empates no tempo normal e na prorrogação, mas, curiosamente, quem entrou em campo com uma equipe mais defensiva foi o Santa Cruz. Abel Braga optou por escalar três zagueiros, deixando apenas Biliu armando as jogadas de meio-de- campo para Souza e Maurício. Bom para o Sport, que soube tirar proveito da situação. O Santa cedeu à pressão rubro-negra e acabou recuando. Chiquinho saía da marcação de Ramos com facilidade e deu boas assistências para Marcelo e Luís Müller, que concluíam mal.

Mesmo assim, o Santa Cruz teve a primeira grande chance de marcar. Quinho achou Souza livre, na entrada da área, mas o atacante acabou batendo para fora, displicentemente. A calma que faltou a Souza sobrou ao experiente Luís Muller. Na sequência, Chiquinho foi derrubado no ataque. Luís Muller bateu com categoria, no canto esquerdo de Marco Aurélio, abrindo o marcador.

Na etapa final, Abel partiu para o tudo ou nada. O técnico tirou Lima e Souza e pôs André Jacaré e Aílton. O time mudou da água para o vinho. Jacaré fazia a ligação entre o meio e o ataque com eficiência. No ataque, Aílton levava seus marcadores à loucura. Não demorou muito e o gol saiu. Aos 13min, Zé do Carmo toca para Maurício, que acha Aílton livre. É chute no canto esquerdo de Albérico. É bola na rede. Aos 41min, o jogo já caminhando para a prorrogação e Zé do Carmo provoca a própria expulsão, numa jogada infantil.

A prorrogação começa e parece que é o Santa Cruz que está em vantagem numérica. Mas o domínio tricolor não se transforma em chances reais. O Sport passa a jogar nos contra-ataques e perde boas oportunidades com Joãozinho. No final do primeiro tempo é a vez de Edinan ser expulso. Na etapa final, os rubro-negros prendem a bola e seguram o empate. O título vai para a equipe de melhor campanha na competição.


Ficha da Partida
SPORT 1
Albérico, Russo, Adriano, Chico Monte Alegre e Dedé; Dário, Edinan, Wallace e Chiquinho (Rogério); Marcelo (Marcão) e Luís Müller (Joãozinho).
Técnico: Hélio dos Anjos.
Santa Cruz 1
Marco Aurélio, Williams (Serginho), Lima, Baggio e Quinho; Lima (André Jacará), Zé do Carmo, Ramos e Biliu; Maurício e Souza.(BR>Técnico: Abel Braga.
Local: Ilha do Retiro.
Árbitro: Marcelino Tavares.
Renda: R$ 238.123,00. Público: 33.123 pagantes.
Gols: Luís Müller, aos 34 do 1º tempo; Aílton, aos 15 do 2º. Amarelos: Marco Aurélio, Serginho, Williams, Baggio, Quinho, Ramos, Lima, Maurício e Souza; Chico Monte Alegre, Rogério e Wallace. Vermelhos: Zé do Carmo e edinan.



O Time Campeão


ALBÉRICO
Albérico Santiago da Silva, goleiro, 25 anos. Revelado nas divisões de base do clube.
RUSSO
Ricardo Soares Florência, lateral-direito, 20 anos. Revelado nas divisões de base do clube.
ADRIANO
Adriano Félix Teixeira, zagueiro, 23 anos. Contratado junto ao Ferroviário do Ceará, em 1993.
CHICO MONTE ALEGRE
Francisco Cunha, zagueiro, 31 anos. Contratado, em 1995, ao futebol português.
DEDÉ
Valtér José Pancieri, laterla-direito. Jogou no Sport em 1994 e voltou este ano.
DÁRIO
Divanilson Gonçalves da Silva, volante, 24 anos. Contratado junto ao Treze de Campina Grande, em 1993.
EDINAN
Edinan Leal da Silveira, volatne, 27 anos. Contratado junto ao Corinthias por empréstimo, este ano.
WALLACE
Wallace Luís do Carmo, meia, 28 anos. Contratado junto ao Goiás.
CHIQUINHO
Francisco Carvalho da Silva Neto, meia, 20 anos. Contratado junto ao Atlético de Rio Doce, em 1993.
LUÍS MÜLLER
Migueil Luís Müller, atacante, 25 anos. Contratado junto ao Juventude.
MARCELO
Edilson Marcelo Rocha, atacante, 27 anos. Contratado junto ao Santa Cruz, em 1994.
MARCÃO
Marcos Antônio Aparecido Cipriano, atacante, 23 anos. Contratado por empréstimo junto ao Matsubara, do Paraná.
ATAÍDE
Ataíde Macedo, meia, 34 anos. Jogou no Santa Cruz até 1990, sendo contratado pelo Sport.
JOÃOZINHO
João Barbosa da Silva Filho, atacante, 28 anos. Contratado por empréstimo junto ao Mogi Mirim.
GAÚCHO
Eric Ferreira Gomes, atacante, 23 anos. Contratado junto ao Ypiranga, de Santra Cruz do Capibaribe.
GIVALDO
José Givaldo Correia da Silva Filho, lateral-direito, 27 anos. Revelado nas divisões de base do clube.
GILVAN
Gilvan Izidório dos Santos, lateral-esquerdo, 30 anos. Contratado por empréstimo junto ao Marcílio Dias, de Santa Catarina.
ROGÉRIO
Rogério Wanderley da Costa, volante, 23 anos. Revelado nas divisões de base do clube.
ERLON
Erlon Charles de Souza Melo, zagueiro, 21 anos. Revelado nas divisões de base do clube.
PIG
Alexandre Teixeira dos Santos, atacante, 23 anos. Contratado junto ao Corinthias de Rio Dove, em 1993.

HÉLIO DOS ANJOS
Hélio César Pinto dos Anjos, técnico, 37 anos.


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