| |
~
| Uma torcida quase seita
adora o clube |
A torcida do Sport é reconhecidamente
diferenciada. Para os adversários, não passa de uma
multidão de fanáticos. Quanto ao número, mais de uma
verificação já apontou os rubro-negros como maioria no
Estado. Claro que isso se deve ao engajamento do torcedor
do Sport. Dificilmente ele é apenas um simpatizante. De
um modo geral, ele participa de alguma forma, indo aos
estádios, usando a camisa nos dias dos jogos, ajudando
na construção de um melhoramento no clube, na
ampliação do estádio ou contratação de um grande
jogador. A frase cunhada no final dos anos 70 (final do
mandadto de Jarbas Guimarães) ajudou na classificação
de fanáticos. Ela diz: "Sport, uma razão para
viver !".
Durante muitos anos o que
havia era um puxador de torcida, um líder com lugar
reservado na arquibancada, para reger o grito de guerra
do clube, o célebre Casá-casá-casá. Este posto foi do
famoso Assunção, um torcedor símbolo do clube.
Robusto, simpático e fedelíssimo, ele comandava a
torcida fosse em grande jogo ou nos encontros mais
simples. Com o tempo, com o aumento do quadro social,
Assunção foi cedendo lugar aos grupos organizados, que
geralmente começavam como uma banda, um batucada para
animar o público e hoje são torcidas organizadas, que
confeccionam bandeiras imensas e dispõem de grandes
bandas para o Carnaval e para os jogos mais importantes.
Algumas dispõem até de espaço no clube, minissedes. As
mais importantes são a Bafo do
Leão,
a Treme Terra, a Nação
Rubro-Negra,
a Gang da Ilha, a Torcida
Jovem
e a Raça Rubro-Negra. Mas, diferente das
torcidas organizadas do Sul, nenhuma delas é violenta.
Nunca entraram em conflito com os rivais de outros clubes
e nunca espancaram torcedores dos adversários.
O fato é que a torcida rubro-negra é mesmo
diferenciada. A ampliação do estádio em 1950, para a
Copa do Mundo, contou com a direta participação dos
torcedores. A contrtação de Osvaldo Baliza e Dadá
Maravilha também contou com o torcedor, e nos dias de
hoje a nova ampliação está recebendo o mesmo apoio. O
difícil é saber onde está o torcedor do Sport, em que
classe social ele é majoritário. Ao que parece, está
em todas as camadas, das mais humildes às mais fortes
economicamente. Por isso são tão numerosos.
|