Paixão, Violência e Solidão
Zeferino Rocha
Recife: Editora Universitária, 1996
436 pág., 15.5 x 22.0 cm
Capa: Elvira M. R. de Paula
Impressão: Off-set, miolo: papel pólen, capa: papel 60 kg.
plastificado
Preço: R$ 25,00
O objetivo do presente trabalho é, embora a leitura seja
inspirada na psicanálise freudiana, situar o célebre drama de
Abelardo e Heloísa no contexto histórico e cultural da primeira
metade do século XII- indubitavelmente um dos mais importantes
da História da Humanidade, por ter sido berço de um extraordinário
movimento de renovaçaõ social, espiritual, artística e econômica.
No prólogo o autor, em analogia ao "Coro" no teatro
grego, recorda oportunamente algumas noções essenciais - na sua
opinião - para quando se vai assistir ao desenrolar de um drama
, em cujo lugar de destaque encontram-se as reflexões sobre a
violência da paixão e a paixão da violência.
A primeira parte é dedicada à descrição do cenário, onde o
autor enfrentou o desafio de resumir os diversos aspectos deste
renascimento cultural que marcou o século XII.
Na segunda parte, o autor descreve o drama e apresenta seus
principais protagonistas. O drama é desenvolvido em três atos:
o tempo da paixão, o tempo da violência e o tempo da solidão.
O primeiro resume a história de Abelardo, sua paixão pelo saber
e por Heloísa; o segundo relata a vingança de Fulberto - tio e
tutor de Heloísa - que mandou castrar Alberto, por este ter
seduzido sua sobrinha; o terceiro e último ato descreve a vida
monástica de Abelardo e Heloísa após a tragédia da castração
e separação.